Saúde

Quais são os requisitos para ser enfermeiro e que especialidades existem

Sonha ser enfermeiro e quer saber mais sobre esta profissão. Saiba tudo o que precisa para seguir a carreira de enfermagem.

1860 é o ano que assinala o aparecimento da enfermagem moderna. Mas, em Portugal, os cursos especificamente concebidos para formar enfermeiros só haviam de nascer entre 1880 e 1899. O primeiro surgiu nos Hospitais da Universidade de Coimbra, em 1881.

De lá para cá, a carreira de enfermagem sofreu várias alterações, ganhando novos contornos e especialidades.

As dificuldades ligadas ao exercício da profissão de enfermeiro no nosso país, e a vontade de conseguir melhores salários e condições de trabalho, têm levado muitos licenciados portugueses a procurar oportunidades lá fora. Desde 2009 até ao final de 2015, cerca de 14.770 enfermeiros pediram à Ordem dos Enfermeiros documentação para emigrar no espaço da União Europeia. Nos últimos anos, foram também feitas alterações nas especialidades de enfermagem.

Se quer seguir a carreira de enfermagem, saiba quais os requisitos de acesso à profissão e quais as especialidades que existem.

CARREIRA DE ENFERMAGEM: COMO ACEDER

A maioria das informações que precisa de saber sobre o acesso à profissão de enfermeiro está sintetizada pela Ordem dos Enfermeiros.

Se quer ser enfermeiro tem que cumprir dois critérios essenciais:

  • ter uma licenciatura em enfermagem, concluída numa Escola Superior de Enfermagem ou numa Escola Superior de Saúde.
  • a detenção de um registo criminal sem sentença judicial transitada em julgado.

Além destes requisitos, para ter o título profissional e poder exercer a profissão em Portugal tem que estar inscrito naOrdem dos Enfermeiros.

ENFERMEIRO OU ENFERMEIRO ESPECIALISTA?

Para ter o título profissional de enfermeiro, que reconhece competência científica, técnica e humana para a prestação de cuidados de enfermagem gerais, tem que ter:

  • Curso de especialização em enfermagem;
  • Curso de estudos superiores especializados em enfermagem, ou ao qual tenha sido concedida a respetiva equivalência legal;
  • Ou curso de pós‐graduação.

Para ter o título profissional de enfermeiro especialista, que reconhece competência científica, técnica e humana para prestar cuidados de enfermagem especializados nas áreas de especialidade em enfermagem reconhecidas, tem que ter:

  • curso de especialização em enfermagem;
  • curso de estudos superiores especializados em enfermagem;
  • curso de pós-licenciatura de especialização em enfermagem;
  • ou curso de mestrado em enfermagem;
  • e dois anos de experiência como enfermeiro.

Estes Cursos de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem e os Cursos de Mestrado, nas especialidades reconhecidas, têm que ter sido objeto de parecer favorável da Ordem.

Para ter este título tem que fazer um pedido à Ordem dos Enfermeiros.

QUE ESPECIALIDADES POSSO ESCOLHER?

A carreira de enfermagem pode passar por várias especialidades. As reconhecidas pela Ordem dos Enfermeiros são:

  • Enfermagem Comunitária,
  • Enfermagem Médico-Cirúrgica,
  • Enfermagem de Reabilitação,
  • Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica,
  • Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica,
  • e Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica.

A estas juntaram-se estas novas áreas de especialização, definidas por diploma legal em 2011:

  • Saúde do Adulto;
  • Saúde do Idoso;
  • Saúde Materna, Obstétrica e Ginecológica;

Competências definidas por lei:
a) Cuida a mulher inserida na família e comunidade no âmbito do planeamento familiar e durante o período pré-concecional;
b) Cuida a mulher inserida na família e comunidade durante o período pré-natal;
c) Cuida a mulher inserida na família e comunidade durante o trabalho de parto;
d) Cuida a mulher inserida na família e comunidade durante o período pós-natal;
e) Cuida a mulher inserida na família e comunidade durante o período do climatério;
f) Cuida a mulher inserida na família e comunidade a vivenciar processos de saúde/doença ginecológica;
g) Cuida o grupo-alvo (mulheres em idade fértil) inserido na comunidade.

  • Saúde da Criança e do Jovem;

Competências definidas por lei:
a) Assiste a criança/jovem com a família, na maximização da sua saúde;
b) Cuida da criança/jovem e família nas situações de especial complexidade;
c) Presta cuidados específicos em resposta às necessidades do ciclo de vida e de desenvolvimento da criança e do jovem.

  • Saúde Mental;

Competências definidas por lei:
a) Detém um elevado conhecimento e consciência de si enquanto pessoa e enfermeiro, mercê de vivências e processos de auto-conhecimento, desenvolvimento pessoal e profissional;
b) Assiste a pessoa ao longo do ciclo de vida, família, grupos e comunidade na otimização da saúde mental;
c) Ajuda a pessoa ao longo do ciclo de vida, integrada na família, grupos e comunidade a recuperar a saúde mental, mobilizando as dinâmicas próprias de cada contexto;
d) Presta cuidados de âmbito psicoterapêutico, socioterapêutico, psicossocial e psicoeducacional, à pessoa ao longo do ciclo de vida, mobilizando o contexto e dinâmica individual, familiar de grupo ou comunitário, de forma a manter, melhorar e recuperar a saúde.

  • Pessoa em situação crítica;

Competências definidas por lei:
a) Cuida da pessoa a vivenciar processos complexos de doença crítica e ou falência orgânica;
b) Dinamiza a resposta a situações de catástrofe ou emergência multi-vítima, da conceção à ação;
c) Maximiza a intervenção na prevenção e controlo da infeção perante a pessoa em situação crítica e ou falência orgânica, face à complexidade da situação e à necessidade de respostas em tempo útil e adequadas.

  • Pessoa em situação crónica e paliativa;

Competências definidas por lei:
a) Cuida de pessoas com doença crónica, incapacitante e terminal, dos seus cuidadores e familiares, em todos os contextos de prática clínica, diminuindo o seu sofrimento, maximizando o seu bem-estar, conforto e qualidade de vida;
b) Estabelece relação terapêutica com pessoas com doença crónica incapacitante e terminal, com os seus cuidadores e familiares, de modo a facilitar o processo de adaptação às perdas sucessivas e à morte.

  • Reabilitação;

Competências definidas por lei:
a) Cuida de pessoas com necessidades especiais, ao longo do ciclo de vida, em todos os contextos da prática de cuidados;
b) Capacita a pessoa com deficiência, limitação da atividade e ou restrição da participação para a reinserção e exercício da cidadania;
c) Maximiza a funcionalidade desenvolvendo as capacidades da pessoa.

  • Saúde Familiar;

a) Cuida da família como unidade de cuidados;
b) Presta cuidados específicos nas diferentes fases do ciclo de vida da família ao nível da prevenção primária, secundária e terciária.

  • Saúde Pública

Competências definidas por lei:
a) Estabelece, com base na metodologia do planeamento em saúde, a avaliação do estado de saúde de uma comunidade;
b) Contribui para o processo de capacitação de grupos e comunidades;
c) Integra a coordenação dos Programas de Saúde de âmbito comunitário e na consecução dos objetivos do Plano Nacional de Saúde;
d) Realiza e coopera na vigilância epidemiológica de âmbito geodemográfico.

Fonte: E-konomista

Cromossoma Y é desnecessário?

Publicada por | Novembro 29, 2013 | Saúde

O cromossoma Y é o símbolo da masculinidade, este está apenas presente nos homens e codifica genes importantes na reprodução masculina. Contudo, o estudo agora publicado na revista “Science” revela que são apenas necessários dois genes deste cromossoma para que a reprodução assistida em ratinhos tenha sucesso.
“Isto significa que o cromossoma Y, ou maior parte dele, já não é necessário? De acordo com os avanços tecnológicos realizados na reprodução assistida, parece que sim”, referiu uma das autoras do estudo, Monika A. Ward.

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Mais de dois milhões de adolescentes vivem com VIH e o número de mortes associadas à infeção nesta faixa etária aumentou 50% em sete anos, tendo diminuído 30% na população em geral, revela a Organização Mundial de Saúde (OMS).
De acordo com a OMS, a população entre os 10 e os 19 anos tem sido prejudicada pela falta de uma atenção específica no tratamento e prevenção do VIH/Sida. Esta “falta de um apoio efetivo e aceitável” para os adolescentes resultou num aumento de 50% no número de mortes associadas à sida naquela faixa etária entre 2005 e 2012, período no qual o número de mortes na população em geral diminuiu 30%.

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Investigadores americanos sintetizaram pequenas moléculas que alteram o relógio biológico central e que apresentam uma elevada relevância para o tratamento de várias doenças como a obesidade, diabetes, colesterol elevado e distúrbios graves de sono, dá conta um estudo publicado na “Nature”.

 

Os investigadores do The Scripps Research Institute, nos EUA, verificaram que a administração destas moléculas, em modelos animais, alterou o ritmo circadiano e o padrão de expressão dos genes do relógio central no hipotálamo, o local que sincroniza os ritmos diários nos mamíferos.

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Um novo estudo publicado no “The Journal of Clinical Investigation” poderá explicar a associação surpreendente entre os problemas de sono e as doenças neurodegenerativas.
Os investigadores das Universidades de Washington em St. Louis e Pensilvânia, nos EUA, constataram que os danos nas células nervosas, similares aos existentes na doença de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas, ocorrem quando um gene que controla os ciclos de sono-vigília e outros ritmos do organismo é afetado.

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Investigadores americanos descobriram como uma das bactérias responsáveis pelas infeções respiratórias e dos ouvidos é capaz de escapar à deteção do sistema imunológico, contribuindo para infeções crónicas e recorrentes tanto nos adultos como nas crianças, dá conta um estudo publicado na revista “PLOS Pathogens”.
Contrariamente ao que o nome sugere, a bactéria Haemophilus influenzae não é causadora da gripe, mas sim responsável pela maioria das otites médias e outras infeções crónicas do ouvido. Esta bactéria pode também causar sinusite, pneumonia e várias doenças do trato respiratório superior e inferior.

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No ano passado, o número de pessoas que morreram com diabetes em Portugal atingiu o valor mais elevado de sempre, 13 óbitos diários, de acordo com o relatório do Observatório Nacional da Diabetes.
A notícia avançada pela agência Lusa refere que em 2012 aumentou também o número de amputações associadas à doença, invertendo a tendência de redução que se verificava nos últimos anos, de reinternamentos e de novos casos entre crianças e jovens com menos de 14 anos.

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Conflitos éticos em UCI

Publicada por | Novembro 27, 2013 | Saúde

[slideshare id=535527&doc=conflitos-ticos-em-uti-colorido-com-marcadores-para-cpia-1217441805091673-8]

Demências

Publicada por | Novembro 27, 2013 | Saúde


A Demência não é apenas um tipo de doença, ela é considerada uma síndrome, ou seja, é um grupo de sinais físicos e sintomas que a pessoa apresenta, estando presente em várias doenças diferentes. Assim, como uma síndrome a demência apresenta três características principais:

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Aqui vai a dica de um excelente site com tutoriais bastante de didáticos a respeito de ausculta cardíaca e eletrocardiograma de maneira interativa e esquemática. Você poderá aprender e após colocar os ensinamentos em  prática na seção QUIZ, onde encontrará um simulador de sons cardíacos.
http://www.blaufuss.org

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